Expediente único e grande economia, gastos desnecessários
Por José Domingos Borges Teixeira (Zé Domingos)
Ao ouvir os anúncios de esforços do governo em diminuir gastos inclusive com a diminuição de horas trabalhadas pelos funcionários e em consequência diminuição de salários retorno a um tema em que me apresentei como defensor há anos – “expediente único”. Sou favorável a expediente único nas repartições públicas, pois, o atendimento ao público e aos trabalhos continuaria com os mesmos resultados e seriam evitadas inúmeras despesas.
O expediente seria pela manhã ou a tarde por seis horas ininterruptas e com isto durante o período seriam evitados gastos com energia elétrica, telefones, água, limpeza e outras. Também faria com que o funcionário fizesse economia com transporte, alimentação fora de casa e outros itens. Facilitaria o trânsito, o transporte coletivo e muito mais. Certamente a economia seria grande. Outro detalhe que poderia contribuir com a diminuição dos gastos públicos seria a utilização de prédios públicos para funcionamento de repartições deixando de lado o pagamento de elevados valores de aluguel. É sabido existirem inúmeros prédios públicos abandonados e ocupados indevidamente.
Aqui em Curitiba há vários e aqui também inúmeros órgãos estão em prédios alugados. Há casos de o prédio inteiro ser locado e a repartição usar apenas alguns andares ficando os demais desativados. É uma afronta a nós que pagamos a maior e mais cara carga de impostos do mundo. Outro tema que resultaria numa economia extraordinária é a eleição englobada, ou seja, eleição de vereador a presidente num só dia e os mandatos por exemplo de cinco anos. Ainda neste campo o político poderia se reeleger uma vez. Se quiser seguir na vida política terá obrigatoriamente que ser candidato a outra função.
O cidadão ou a cidadã se elege vereador, terá direito a uma reeleição e se quiser terá que se candidatar a deputado ou outra função. Haveria a renovação de valores nas casas legislativas e nos executivos dando a oxigenação necessária para a ocorrência de fatos novos tão importantes para melhorar a qualidade das administrações. Ainda outros gastos como diminuição do número de vereadores, deputados poderiam ser evitados. Para isto é necessário vontade política e está infelizmente parece distante, muito distante. Como brasileiro é de boa fé continuemos acreditando em melhores dias.